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sexta-feira, outubro 03, 2003

Já Bocage não sou!... 

Para me redimir perante o meu Ankle e também para que alguns não pensem que Bocage é tão só aquilo que leram neste Blog, coloco hoje uns versos do poeta que segundo li (não posso precisar a veracidade), foram ditados quando estava prestes a partir para uma vida melhor e reflectiam o seu arrependimento por uma passagem terrena pouco cuidada.
Mas o melhor é tirarem as ilações que quiserem pois é para isso que servem os poemas.

"Já Bocage não sou!... À cova escura
Meu estro vai parar desfeito em vento...
Eu aos céus ultrajei! O meu tormento
Leve me torne sempre a terra dura.

Conheço agora já quão vã figura
Em prosa e verso fez meu louco intento.
Musa! tivera algum merecimento
Se um raio da Razão seguisse pura!

Eu me arrependo; a língua quase fria
Brade em alto pregão à mocidade
Que atrás do som fantástico corria:

Outro Aretino fui... A santidade
Manchei! Oh! se me creste, gente ímpia,
Rasga meus versos, crê na eternidade!"

Hora do Café 

A meio da manhã, a hora do café é sagrada! Hoje, enquanto esperava que o cimbalino arrefecesse, entra-me pela porta nada mais nada menos do que sua excelência, o meu chefe.
- Então, a tomar café? - não sabia se era crítica, cortesia ou se ele estava com dúvidas sobre o conteúdo da chávena, mas a minha resposta foi elucidativa:
- ... - Soltei um sorriso a cair para o forçado e não sei bem porquê tive o pressentimento que a próxima pergunta ia meter o hotel.
- Então, que tal o hotel? - As conversas ocasionais com o meu chefe não variavam um milímetro. Primeiro ele reproduzia o que eu estava a fazer, do género:
- Então, a passear no corredor? Ou melhor: Então, a mijar?
Depois, perguntava-me pelo hotel e de seguida só podia vir o futebol. Um pormenor importante é o facto das perguntas começarem sempre com o inequívoco: Então ...
- O hotel é porreiro, obrigado. - respondi-lhe um pouco contrariado, preparando-me para a próxima pergunta.
- Então e os andrades? Já não me lembrava de ter uma noite tão bem passada como na quarta-feira!
Continuava sem perceber porque é o tipo pensava que eu era do Benfica.
- Eu até disse à minha Maria que a levava a jantar fora se os tripeiros levassem cinco, paciência. Ah, Ah, Ah. - continuava ele abrindo um sorriso que me começava a mexer com a figadeira.
- Nabo! - escapou-me entre dentes, sem conseguir conter uma azia que me revolvia o aparelho digestivo.
- Disseste alguma coisa?
- Nabos, chefe, esses gajos são todos uns nabos! - Nervoso pela argolada, bebi o café de golada quando ainda escaldava e tive a impressão de engolir uma acendalha. Vieram-me à boca todos os palavrões e insultos que conheço mas fazendo um esforço sobre-humano consegui não arruinar a minha carreira profissional.
Acabaram-se os cafés por hoje.

Foi falta de lembrança 

Ontem não foi um dia especialmente feliz. Nada me saía bem e a chuva que caía abundantemente não me dava grandes esperanças de melhoria da situação. O meu colega do lado, um simpático lisboeta, arrumou os seus pertences e despediu-se de uma forma original:
- Até amanhã! - Olhei pela janela e pensei:
- Como é que vou chegar ao carro? - O carro estava no parque, que por sua vez ficava ao ar livre, a cerca de cem metros do posto de trabalho e para complicar as coisas eu não tinha guarda-chuva. Tentei esquecer o monumental banho que ia apanhar e voltei a concentrar esforços no trabalho. Alguns minutos passados, ouvi um grande alarido na sala! As gargalhadas misturavam-se desavergonhadamente com as palavras de incredulidade e quando vi o meu colega lisboeta a dirigir-se para mim, também não consegui conter uma risada. O tipo estava tão encharcado que à medida que navegava, desculpem, andava, deixava um abundante rasto de água.
- Então pá, o que é que aconteceu? - Esta é das tais perguntas estúpidas que costumamos fazer de forma inconsciente e que merecia uma resposta do tipo:
- Vim buscar o sabão! - Mas o rapaz não me respondeu de forma rude e mantinha uma paz de espírito impressionante.
- Sabes lá tu ... - respondeu-me, enquanto um trovão rebentou imponente, provocando uma falha curta de energia.
- Já tinha chegado ao carro ... quando me lembrei ...
- O que foi, carago? - Que facto importante o tinha feito fazer o percurso inverso debaixo da maior tromba de água do ano? A resposta foi óbvia ...
- Lembrei-me que trouxe guarda-chuva!

quinta-feira, outubro 02, 2003

Alerta do Ankle: olha o nível! 

O meu tio, para além da enorme cultura, é um homem muito ponderado. Ninguém o ouve discutir por discutir ou falar por falar. Quando fala, alerta e quando discute, ensina. É corrente estar a falar e todos ouvirem sem interromper. É incrível não é?
Acabou de me dar nas orelhas pelos versos do Bocage e mandou-me um poema seu, apelando à elevação e ao sentir de um verdadeiro tripeiro.

"Ser do Porto é estar de frente,
Ser diverso e ser igual!
Ser esta fé de ser gente,
Ser deste Douro caudal!

Ser brisa e ser tufão,
Ser Povo e ser nobreza!
Ser noite de S. João,
Ser amigo à mesma mesa!

Ser momento de paixão,
Ser amor de eternidade,
Ser tripas e coração!

Ser o ser desta cidade,
Ser o ser desta emoção,
Porque sim e porque NÃO!"

Obrigado tio, mereci este reparo. Fui um tufão exagerado e não volta a acontecer, prometo.

Bocage é fixe! 

Das anedotas que ouvia em miúdo, aos poemas que me deliciam agora, o nome Bocage sempre me produziu um certo fascínio. Não conhecia este, mas ainda tenho pelo autor maior apreço.
* O poema é uma obra cultural que não ouso modificar. Está no seu estado puro, ou seja, em bom português. Espero que ninguém me leve a mal por reproduzir estes versos:

"Não lamentes, oh Nise, o teu estado;
Puta tem sido muita gente boa;
Putíssimas fidalgas tem Lisboa,
Milhões de vezes putas têm reinado:

Dido foi puta, e puta d'um soldado;
Cleópatra por puta alcança a c'roa;
Tu, Lucrécia, com toda a tua proa,
O teu cono não passa por honrado:

Essa da Rússia imperatriz famosa,
Que inda há pouco morreu (diz a Gazeta)
Entre mil porras expirou vaidosa:

Todas no mundo dão a sua greta:
Não fiques pois, oh Nise, duvidosa
Que isso de virgo e honra é tudo peta."

José Anselmo Correa Henriques respondeu a estes versos, com estes não menos elucidativos:

"Não lamentes, Alcino, o teu estado,
Corno tem sido muita gente boa;
Corníssimos fidalgos tem Lisboa,
Milhões de vezes cornos têm reinado.

Siqueu foi corno, e corno de um soldado:
Marco Antonio por corno perdeu a c'roa;
Anfitrião com toda a sua proa
Na Fábula não passa por honrado;

Um rei Fernando foi cabrão famoso
(Segundo a antiga letra da gazeta)
E entre mil cornos expirou vaidoso;

Tudo no mundo é sujeito à greta:
Não fiques mais, Alcino, duvidoso
Que isto de ser corno é tudo peta."

Engraçado não é? Divertiam-se à grande, os antigos poetas.

Correcção à Festa no Barrete Verde 

UA mandou-me um email, insurgindo-se contra o facto de eu não ter contado tudo na minha última crónica. Fica aqui um excerto:
"Estávamos nós no restaurante a mamar o bacalhau e o pato quando o Real marca o 3º, a partir daí, e porque alguns Portugueses de ‘raça’, sim bons portugueses festejaram o golo. Ho ho ho, foi o bom e o bonito, eu que nada tinha a ver com o caso tive que aturar o Anibal até ao fim do jantar."
É verdade! Para não ser chamado de aldrabão vou vos contar tudo:
- Omiti o facto de UA ter "mamado" no Bacalhau Assado e UR e eu termos comido Arroz de Pato.
- Esqueci-me que havia "Portugueses de Raça" bovina espalhados nas paredes do espaço.
- É verdade, não vos vou esconder isto: UA é mesmo o Pai Natal!
- Tive uma falha de memória sobre a minha reacção à festa do 3º golo do Real.
- E sim, chateei UA durante o jantar todo, gritando-lhe, esperando que Rocky Balboa ouvisse, que já percebia donde vinha o número de seis milhões e que se calhar deveriam ser cem milhões.
Resumindo: fiquei fulo da vida.
Fica aqui a correcção. Obrigado UA, pelo email e por não te teres manifestado.

Festa no Barrete Verde 

Assistir a uma derrota do fêcêpê em Lisboa é revoltante.
Vi a primeira parte no hotel e não correu mal de todo, se nos esquecermos dos dois golos do Real. O pessoal do Hotel foi bastante simpático e o rapaz da recepção até me desejou sorte quando saímos para ir jantar. Decidimos ir a um restaurante chamado !!!Barrete Verde!!!! Não digam nada! Sentamo-nos quase colados à televisão. À nossa frente só um indivíduo, muito atento ao jogo, que parecia estar a sofrer com o que se estava a passar nas Antas. Mal me sentei e já me estava a levantar.
- Golo!!! - Não sei se fui só eu que gritei, mas vi que ao meu lado uma miúda ria-se e dançava com a cabeça quando se apercebeu que o golo tinha sido anulado. Foi um sinal. Daí a pouco, ainda me entretinha com umas azeitonas, o senhor da frente começou a bater palmas. Olhei para a televisão e não vi nada de especial.
- Vai entrar alguém que o tipo gosta - pensei, ingénuo.
Quando o Zidane resolveu acabar com o jogo, o restaurante veio abaixo e o homem da frente passou-se: Levantou o braço, género Rocky Balboa, abriu o sorriso e olhou para mim com um brilho nos olhos.
- Afinal o gajo é espanhol - disse para UR que quase se entalava com o presunto.
Mas a minha suposição estava errada e foi preciso apenas uma grande defesa do Baía a um remate do isolado Roberto Carlos:
- F#d%-se! - Pelo menos falava em bom Português.
Mas no final do jogo gostei da atitude do senhor. Ligou para um amigo e vociferou para quem o queria ouvir:
- F#d%-se, só o Porto é que me dá alegrias.
Eu fiquei mais satisfeito, o fêcêpê tinha acabado de tornar felizes algumas pessoas. Poucas, de certeza!

quarta-feira, outubro 01, 2003

Caçada ao Almoço 

Pela primeira vez na vida vi um coelho bravo in loco.
Enquanto almoçava, olhei pela larga janela da cantina e lá estava o pequeno bicho, passeando-se no amplo relvado da empresa. Eu e os meus dois comparsas (UA e UR), também desterrados, renunciamos à sobremesa e partimos em busca da glória perdida. Eu, mais sensato mas inexperiente em caçadas perguntei:
- Como é que o apanhamos, se não temos armas?
- Armas? Os meus braços são peças de artilharia letais. - Disse o UA, mais maduro, com experiência em batida à raposa e caça ao javali.
- Ouvi dizer que os coelhos são muito rápidos ... - atirou UR, de todos o mais pesado, sem querer melindrar UA, que parecia controlar a situação.
- Rápidos? Tu já me viste caçar? - Melindrado, UA avançou decidido.
- Anibal, vais para ali e tu UR, vais para acolá - A sua experiência colocou-nos abertos nos flancos, evitando qualquer tentativa de fuga do inimigo. UA, dirigiu-se com suavidade e leveza de movimentos em direcção ao alvo, que estava obcecado com qualquer coisa na relva e ainda não nos tinha topado. UA avançava com uma mestria e profissionalismo impressionantes, até que UR resolveu intervir:
- AAAAATCHIM!!!!! - O animal selvagem topou-nos. Ficamos imóveis, gelados!
- E agora como é que me vou pirar? - pensei eu.
Mas UA, não se perturbou e baixando-se, começou a esfregar o dedo indicador no polegar, num ritual que deve ter adquirido em África.
- BJJJJ, BJJJJ!! Bichaninho! - Não será preciso dizer que ao ouvir isto o coelho pirou-se, mas não sem antes apanhar um grande susto, quando viu UR cair dois metros à frente dele tentando antecipar os seus movimentos.
Erro de calculo, pensei, mas valeu o esforço!
- Estivemos quase lá, para a próxima apanha-mo-lo.
Quando pensávamos que o jantar estava perdido, eis que surge, saído do nada, um operário que desata a correr atrás do bicho. Via-se pela pinta, que o homem tinha experiência na savana Africana e durante cem metros não desistiu. Vieram-me à lembrança várias cenas do filme "Os Deuses devem estar loucos". Passados alguns minutos, o homem estava de volta dirigindo ao jantar perdido, insultos impraticáveis neste blog.
- Ô gájo córre cômó cárá#%#!
Tive pena do homem, ás vezes o esforço e a fé deveriam ser recompensados.


Ankle, grande poeta e não só 

Tenho vários tios e como é natural, a uns quero mais do que a outros.
Mas há um especial, não era meu mas foi-me dado e em boa hora mo deram, já que nunca mais o larguei.
Ele mandou-me estes versos de conforto:

Quem definha longe
Em lugar errado
Eremita e monge?
Letra, o desterrado!

Que desdita a sua!
Nos seus olhos brilhos
Que vêm da lua
(Lembranças dos filhos...).

Seu Porto distante,
Porto Alto à mão!
Da mulher amante,

Saudades que vão
Passar adiante
No Porto-Nação!!!


Que assim seja, obrigado Tio.

O brilho ofusca 

Era uma vez uma cobra que começou a perseguir um pirilampo!
Ele fugia rápido com medo da feroz predadora e a cobra, nem pensava em desistir.
Fugiu durante um dia mas ela não desistia, dois dias... No terceiro dia, já sem forças, o pirilampo parou e disse a cobra:
- Posso fazer-te três perguntas?
- Podes. Não costumo abrir esse precedente para ninguém mas já que te vou comer, podes perguntar.
1. Pertenço à tua cadeia alimentar?
- Não.
2. Prejudiquei-te em algo?
- Não.
3. Então porque é que me queres comer?
- Porque não suporto ver-te brilhar!

Há fábulas mais surreais do que esta.
Obrigado pelo email, Nuno Silva.

terça-feira, setembro 30, 2003

Não liguem! Estou mal disposto! 

Não subestimando a inteligência, nem criticando o elevado contributo para o baixo índice de produtividade do nosso país, nunca apreciei os teóricos e intelectuais.
A introspecção e a meditação consciente são-nos constantemente amputadas por indivíduos que nada fazem a não ser pensar.
Rectifico, de vez em quando também escrevem nos seus Blogs.

O Fernando Pessoa fala por mim:

"Não basta abrir a janela
Para ver os campos e o rio.
Não é bastante não ser cego
Para ver as árvores e as flores.
É preciso também não ter filosofia nenhuma.
Com filosofia não há árvores: há ideias apenas.
Há só cada um de nós, como uma cave.
Há só uma janela fechada, e todo o mundo lá fora;
E um sonho do que se poderia ver se a janela se abrisse,
Que nunca é o que se vê quando se abre a janela."

Sem Título 

Hoje não estou para aqui virado!
É o meu pior dia desde que me encontro neste desterro.
Tenho um problema familiar no Porto e são estas alturas que nos fazem sentir longe da batida do peito. Estou tão distante a trezentos quilómetros como se estivesse do outro lado do mundo.
O telefone não abraça, pouco conforta, não aperta, não deixa ler nos olhos, não me sossega.
No entanto, espero sempre que ele toque!
Muita Força, Nuno!

segunda-feira, setembro 29, 2003

F.C. Porto - Real Madrid 

O Porto-Real não me sai da cabeça! Tenho bilhete mas não tenho uma de duas coisas: dias de férias e lata para dizer que estou doente. Por isso a solução passou por uma conversa franca com o meu novo chefe:
- Chefe?
- Então pá, que tal vai isso? Como te estás a dar por aqui? O hotel é bom? - Parecia que tinha escolhido a hora certa, ele parecia ser bastante simpático.
- Obrigado! O hotel é muito bom, estou muito satisfeito!
- Assim é que é, eu tenho a obrigação de garantir a satisfação dos meus colaboradores. - Colaborador, ele estava-se a referir a mim como colaborador. Não tinha dúvidas que pela primeira vez na vida poderia pedir algo ao meu chefe.
- Muito obrigado! Sabe chefe, eu queria-lhe pedir uma coisa ...
- Força rapaz, estou aqui é para resolver problemas.
- Sabe, é que ...
- É verdade, viste o jogo do Benfica ontem?
- Eh, vi! - Comecei a ficar nervoso
- Os gajos não andam a jogar nada, mas aqueles andrades são demais, não há jogo em que não ganhem por ajudas do árbitro! Já não posso vê-los à minha frente.
- ... - não conseguia articular qualquer palavra e fartava-me de engolir em seco.
- Mas hoje vinguei-me. Veio aqui um gajo pedir-me para eu o deixar sair mais cedo para poder ir ver o jogo com o Real Madrid...
- Ai sim e depois? - disse com um sorriso amarelo.
- Disse-lhe que achava muito bem ele ir ver o jogo...
- ... - A esperança reacendeu-se e os meus olhos voltaram a brilhar.
- ...pois eu não tinha nada com o que os trabalhadores desempregados fazem para ocupar o tempo.
O meu estômago ficou colado aos calcanhares e só me apetecia fugir.
- Espera aí, não te vás embora, tu ias-me pedir qualquer coisa.
- Eu? - Não me conseguia lembrar de nada.
- Diz lá, eu prometo que vou tentar ser razoável.
- Sabe o que é, eu estava a pensar ficar a trabalhar até mais tarde na quarta-feira, não há problema pois não?
Ganhei um amigo, mas o Porto-Real só na rádio.

Os Ribatejanos têm tomates 

Já não tenho dúvidas que são óptimas pessoas, mas têm dois defeitos que me levam à insanidade mental:
- A tendência irresistível de virarem camiões à sexta-feira à tarde, ora a cortarem a A1 entre Santarém e Torres Novas, ora a cortarem a recta do cabo entre Porto Alto e Vila Franca. Eu sei que vocês têm por mim um carinho especial, mas por favor, deixem-me ir embora.
- A quantidade de tomates produzida nesta zona é por demais exasperante. Os tractores e camiões entupidos de tomates passam à razão de 5 por segundo e esgotam a paciência de qualquer santo, quanto mais a de um desterrado, ansioso por chegar ao Porto. A semana passada fiquei desesperado e infelizmente insultei um dúzia de ribatejanos que não faziam mais do que o seu trabalho. Mas nem tudo foi mau, já que levei mais de 3 quilos de tomates para o Porto, esborrachados nos vidros do carro.

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