<$BlogRSDUrl$>

sexta-feira, outubro 17, 2003

Reunião de Peso 

UP deslocou-se ao escritório de SM, simpático utilizador do nosso sistema que não deve andar longe dos cento e cinquenta quilos, para efectuarem uma reunião sobre um assunto respeitável, imagino. Chegado ao local combinado, este encontrava-se vazio, sem qualquer sinal de SM. UP, como não é tripeiro de nascença, resolveu esperar. Quando já começava a desesperar, eis que o barulho de um autoclismo e a abertura da porta da casa de banho, o faz levantar da cadeira que o descansava.
- UP, tudo bem consigo? - Expressivo e simpático como sempre, SM cumprimenta-o com um aperto de mão efusivo e uma palmada nas costas.
- Obrigado, SM. Vamos lá começar? - UP não escondia o seu desagrado pela espera.
- Desculpe lá... o pessoal põe-se a mandar emails de gajas... um gajo não é de ferro...
Pois... parece que estou a ver a cara do UP a olhar para a mão.


UR não tem Siso! 

Estou a arriscar muito ao escrever este Post... se conhecerem um bom especialista em implantes dentários, contactem-me com urgência.
Tudo começou quando UR, teve a infeliz ideia de convencer um dentista a tirar-lhe dois dos seus poucos dentes do siso. Esteve a semana toda a peixe, analgésicos e... piadas sobre o facto. Foi um bravo, não levou a mal as primeiras vinte vezes que nos metemos com ele, depois começou a não achar graça nenhuma, até que à quinquagésima... rebentou:
- F$%#-se, quem disser mais alguma coisa sobre isto, vai ficar sem os dentes da frente como o Emplastro. - A sua enorme estatura física, aliada à tenebrosa visão do melga a sorrir atrás de um repórter, levou-nos a pensar duas vezes:
- Mas afinal porque é que foste tirar os dentes? - perguntei com ar sério, evitando a mutilação facial.
- Quando trincava o comer, sentia um estalinho no maxilar e o médico disse-me que d'hoje pr'amanhã, podia não conseguir abrir a boca. - UR parecia aliviado por poder explicar a razão da sua auto flagelação.
- Alguém perdia alguma coisa com isso? - disse, enquanto me punha em fuga.

quinta-feira, outubro 16, 2003

Blogue dos Marretas  

As duas melhores deste Blog:

1º A publicidade do Euro'2004 foi retirada da revista Time para ser substituída por uma outra que diz:
- "Portugal'2004 - Vá ao futebol no litoral e às putas no interior."

REHLUM
Escrito ao contrário continua sem fazer sentido

quarta-feira, outubro 15, 2003

Engano fatal 

Depois embater com as partes mais sensíveis na esquina de uma mesa, UR brindou-nos com esta pérola:
- Amanhã não me posso esquecer do Coxis!

Para esclarecimento do UR, aqui fica:
Coxis: Osso próprio dos vertebrados, formado pela união da últimas vértebras e articulado na sua base pelo osso sacro.
Coquilha: Instrumento utilizado para proteger a tomatada.

Ainda se ouve um burburinho na sala de tanto nos rirmos.

Fábula do Cavalo e do Porco 

Um lavrador tinha um espantoso cavalo preto que era a menina dos seus olhos. Certo dia, o animal adoeceu
e o homem ficou tão preocupado que mandou logo chamar o melhor veterinário da região.
- O seu cavalo tem uma virose contagiosa e precisa de tomar este medicamento durante três dias -
dizia enquanto escrevia num bloco a receita - Se até lá não melhorar.. não nos resta alternativa que
não seja o abate.
O porco passava na altura, ouviu a conversa e ficou bastante preocupado. No dia seguinte depois de
darem a medicação ao cavalo, o porco aproximou-se dele e incentivou-o:
- Força amigo! Levanta-te, senão vais ser abatido! - mas o cavalo nem se mexeu.
Ao segundo dia, logo a seguir à hora do tratamento, o porco voltou ao estábulo:
- Então rapaz, como é que te sentes? Tens que te levantar se não vais morrer... Eu ajudo-te: Um, dois
e ... três... upa - o cavalo levantou-se, mas ainda algo fragilizado.
Ao terceiro dia o veterinário vem junto do cavalo e depois de o observar dá a triste notícia ao dono:
- Infelizmente, vamos ter que o abater. - dizia enquanto tentava confortar o homem.
Depois de eles saírem, o porco entrou no estábulo e sem hesitar grita:
- É agora ou nunca, vamos lá. Levanta-te, tem coragem... Um, dois e ... três... Isso, devagar! - O cavalo
levantou-se e parecia querer caminhar - Agora mais depressa, mais depressa, isso... corre...
Conseguiste, és o maior, campeão - O bicho saiu a correr como uma flecha e passou pelo
dono e pelo médico que ficaram petrificados de espanto:
- É incrível, é fantástico - dizia o dono numa alegria de criança - Este acontecimento merece uma
festa... Vamos matar o porco.

A minha moral da história:
Posso ser um grande sabichão,
honesto... até o amigo ajudar,
não irei passar d' abaixo de cão,
se não deixar o chefe me montar.

Moral do UA: Quando se está na lama faça-se o que se fizer nunca se de lá sai.
1ª Moral do UP: Os colegas aceitam bem todas as ajudas, esquecem-se é de ajudar.
2ª Moral do UP: Os cavalos e os chefes que se preparem, porque a revolta dos porcos está para breve.
Moral do UR: Lá diz o ditado popular: Por bem fazer, mal haver…
Enviem-me a vossa moral da história.

terça-feira, outubro 14, 2003

Ameaça de Morte 

Chegaram-me com a notícia que o meu colega UP, digníssimo desterrado, tinha pedido a minha comparência junto do seu computador com cariz de urgência. Quando lá cheguei, o utilizador SG, nada dado a novas tecnologias, estava do seu lado, aparentemente com dificuldades em alguma tarefa. Depois de estender o meu cumprimento a ambos, ouvi SG atirar:
- Estou farto disto, ninguém pode confiar nos computadores e muito menos nos informáticos. - Pude sentir os seus olhos brilhantes por detrás dos óculos fundos, enquanto o ego enchia por nos dar na cabeça. Enfim, nada que não esteja habituado.
- Aníbal, temos aqui um processo que está a prender os demais e o senhor SG não consegue trabalhar. O que é que vocês têm feito para resolver esta situação? - disse-me UP mostrando-me a lista dos processos na máquina.
(Definição técnica: Um processo que prende os demais, é um processo que bloqueia o acesso dos outros processos concorrentes à mesma fonte de dados.)
- É de um tipo da Linha do Norte, mata o gajo! - disse eu com a normalidade que estas questões merecem.
(Definição técnica: Matar o gajo é eliminar o processo, permitindo que os outros processos concorrentes, então bloqueados, possam aceder à fonte de dados pretendida. O termo matar é originário da instrução necessária para efectuar a operação: Kill)
- Mas vais matá-lo? - UP admirou-se com a operação, já que o utilizador detentor desse processo, perderia, sem saber como, o acesso à aplicação e teria que reiniciar o nosso sistema para voltar a trabalhar.
- Que se f#$&, mata-o! - disse-lhe objectivamente.
Apercebi-me então que SG, até então quase a cheirar-me o cachaço, tinha-se encostado à porta de saída, estava branco de medo e olhava para mim num misto de incredulidade e espanto. O homem estava a levar a coisa para o sério e vendo-o naquele estado, percebendo a sua dúvida... resolvi acalmá-lo:
- Não me diga que nunca matou ninguém? - disse com o sangue frio dos terríveis criminosos, enquanto caminhava lentamente para ele. O homem ia ficando cada vez mais pequeno à medida que eu me aproximava e temendo um desarranjo intestinal, sorri e expliquei-lhe toda aquela confusão. Mais calmo, ouviu tudo muito concentrado e entupido pela vergonha abandonou-nos, não sem antes disparar:
- Se pudesse... quem vos matava era eu...

A família Rego 

Para não me enviarem mais emails sobre esta questão, resolvi esclarecer o assunto:
O meu primo, Eng. Leite Aquino Rego é filho do famoso Arquitecto Jacinto Leite Capelo Rego, tem uma irmã de seu belo nome, Avagina, em homenagem a Ava Gardner e Gina Lolobrigida e um irmão chamado, João Cólica, já que a minha tia passou muito mal a gravidez.

O meu primo Sul-Africano 

A loucura que se instalou na Assembleia da República depois de Paulo Pedroso sair da prisão preventiva que o mantinha sossegado, levou-me a tomar uma decisão... havia que fazer justiça:
Enviei uma carta ao Dr. Mota Amaral requisitando o salão Nobre do Hemiciclo para efectuar uma recepção em honra do meu primo, Eng. Leite Aquino Rego, recentemente deportado da África do Sul, acusado injustamente de racismo. O processo é Pedrosiano, senão vejam: O rapaz só teve o azar de dizer:
- Ai a minha vida... esta merda está a ficar preta! - enquanto discutia o preço das tronchudas em pleno mercado de Joanesburgo. Sem saber porquê, metade do mercado começou persegui-lo de facalhões em riste e ódio na guelra. Borrado até aos calcanhares, tentando não escorregar no fedorento medo, fugiu e escondeu-se durante dois dias, tendo sido ajudado na fuga por vários voluntários da Liga Sul-africana de defesa do animal. Quando finalmente o conseguiram introduzir na embaixada portuguesa, disfarçado de Carmen Miranda, esteve barricado mais três dias, isto porque alguém o reconheceu dos tempos áureos de DragQueen e a embaixada foi cercada e quase tomada por descendentes de Zulus em fúria.
Medicado e já com os primeiros sintomas de obstipação, conseguiu sair a bordo de um helicóptero, cedido pelos Bombeiros Voluntários de Viseu, que gentilmente anularam uma viagem marcada por três alemães à Lagoa Comprida e às gravuras rupestres do Côa.
Faça-se justiça a este herói nacional!

segunda-feira, outubro 13, 2003

Despertador e Peregrinações! 

Acordei estremunhado com o toque longínquo e estúpido do meu telemóvel. Por entre as pálpebras semicerradas vi que o despertador permanecia pacato e vigilante nas 6:30.
Quem é que podia ser o anormal com a distinta lata de perturbar o meu descanso àquela hora.
UA! O nome hediondo piscava no ecrã ainda mais iluminado pela imensa solidão da sala.
- Que foi? - Atendi com a voz embargada pela revolta.
- Ò Anibal, estou aqui no cruzamento... afinal onde é a tua casa? - UA parecia fresco como um iogurte de morango.
- Olha, vai-te f%$#r. - Não reajo muito bem a brincadeiras que envolvam o meu sono e desliguei o telefone.
Quando me preparava para retomar o doce repasto, aconchegando-me ao quente e macio corpo da minha belíssima mulher (não fiquem com ciúmes, mas ela lê isto!), ouço já quase a dormir:
- Quem era... que horas são? - Parecia que falava do fundo de um poço.
- UA... seis e meia - disse-lhe já arrastando a voz e procurando esse apetecido recanto. Estas três palavras ditas em conjunto devem ter acordado alguma posição de memória do meu cérebro, que normalmente não funciona antes do meio dia. Ergui-me com firmeza e durante alguns segundos fiquei de pé na cama a olhar para os números verdes do despertador e a recitar belas palavras:
- F%&$#-#$ (e outras coisas tão bonitas que não podem ser transcritas no blog)! - corri novamente para o telemóvel e num ápice estava a falar pela segunda vez com UA:
- Já me ia embora, ca$%##&! - disse ele aos berros.
- Desculpe, UA! Houve uma falha de energia durante a noite e o despertador não me acordou... dentro de dez minutos estou aí!
- F%&$#-#$, aí aonde? Eu ainda estou no cruzamento! - depois de o tirar do cruzamento, arranjei-me tão rápido que ainda não paro de snifar os sovacos e evito falar directamente para as pessoas não vão elas sentir o meu distinto e agradável odor matinal.
Pelo menos a viagem não correu mal. Tivemos tempo de meditar, rezar e pedir pelo que quiséssemos atrás dos milhares de peregrinos que foram assistir às cerimónia do 13 de Outubro em Fátima.
Parece-me que ainda estou a ouvir o UA:
- Não sabes guiar, murcão? Vai prá direita, ca$%##&! Não sabias ir para Fátima a pé? Ai, se te apanhava numa berma...
Chegamos, depois de termos irritado, insultado e assustado metade dos peregrinos que vão estar hoje em Fátima, mas chegamos.

This page is powered by Blogger. Isn't yours? Weblog Commenting by HaloScan.com