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sexta-feira, outubro 24, 2003

Afinal estive lá!!! :>) 

Depois de escrever o Post que comoveu até o Paulo Portas, recebi centenas de emails... as frases que me tocaram de forma mais profunda foram:
- Caga nisso, vai aos anos do teu filho! - Ferro Rodrigues
- Não apareças aqui de surpresa! - A minha mulher
- Deixa lá, não gastas dinheiro em presentes - Manuela Ferreira Leite
- Põe-te no car#%&#! - UA
- Nao te aborreças com isso, logo temos futebol. - UR
- É muito chato... Quando é que o documento XML está pronto? - O meu chefe.
Depois de sensibilizado pelo UP, que me conseguiu arranjar uma solução fantástica para o enigma, à última hora... lá vim eu para o Porto, assistir na primeira fila ao aniversário do meu filho. Não, não me enganei... vim... porque ainda cá estou. É só hoje mas é melhor que nada.
Muito obrigado UP, eu e o Zé te rendemos graças.


quinta-feira, outubro 23, 2003

Parabéns Zé... 

Faz hoje um ano que chorei pela segunda vez de alegria. Quando o peguei nos braços e o olhei com a alma, senti exactamente o mesmo que tinha sentido no primeiro:
- Como é que este gajo já é mais importante do que eu?
Ele também chorou... durante toda a noite e só se calava quando a mãe o aquecia nos braços. Eu só me calei quando o médico me disse:
- Deixe de fazer figuras tristes e levante-se do chão.
Estou agora a revê-lo, no directório das memórias mais especiais, a bater no vidro da janela, com euforia nos olhos, um sorriso inebriante e a soletrar papá, papá... papá... ao me ver a sair do carro depois de uma semana de desterro.
Hoje à noite quando festejar o seu primeiro aniversário, quando a mãe, os avós, as tias e o irmão lhe estrearem a música dos parabéns, não sei se ele vai sentir a falta do pai, mas eu tenho a certeza que nunca me irei esquecer, por mais anos que passem, que faltei à primeira festa de anos do meu filho mais novo.
Desculpa filho...


Há razões que a razão desconhece 

Um Portista depois da maratona para conseguir um bilhete para a Final de Sevilha, senta-se no respectivo lugar do estádio e repara atónito que ao seu lado existe um lugar vazio. Pergunta ele ao homem a seguir:
- Este lugar está vago?
- Sim! - respondeu enquanto agitava o cachecol.
- É incrível, quem é que em seu perfeito juízo, deixaria de vir a este jogo depois de conseguir bilhete? - Ao que o homem respondeu:
- Sabe, o lugar era da minha mulher... só que ela faleceu... - disse com alguma tristeza na voz.
- Oh, sinto muito! Mas não tinha ninguém a quem oferecer o bilhete... um familiar, um amigo...
- Não, estão todos no funeral.


O sofrimento de um Povo! 


 Ao intervalo do jogo Marselha-Porto já ganhávamos... fomos então jantar ao nosso restaurante preferido em Alcochete: Os Petiscos do António (é óptimo, barato e acolhedor), o dono tem o pequeno óbice de ser Benfiquista, mas nada que 10 anos de jejum não remedeiem. Amainamos em frente da televisão e oferecemos ao oco estômago, as maravilhosas entradas do António. Às tantas UR grita, fazendo chover dois perdigotos no meu intacto prato.
- Hei! Esta merda está na SporTV! - Olhei para o Triniton e vi os jogadores sérvios do Partizan a subir alegremente ao relvado do Santiago Barnabéu. Convenhamos que o jogo era interessante... estava jogar o Drulovic, essa grande glória do Benfica.
- Vou já embora... - disse enquanto arrastava a cadeira e me levantava.
- Tem calma, vamos pedir para mudar para o Porto! - UR mantinha uma serenidade doentia... eu já tinha o patê a querer regressar ao pote. Eis, se não quando, o Sr. António vem saber o que queremos jantar:
- Então hoje o que vão comer? - simpático como sempre...
- Caldeirada de Marselheses, lampiões e lagartos... - foi o que almejei dizer, mas temi a pouca qualidade dos dois últimos. UR, mais agradável do que eu, questionou-o:
- Bão ber o jogo do Real?
- Estivemos a ver a primeira parte do Porto, mas os tipos estão a ganhar... - É impressionante como toda a gente, nesta terra, me confunde com um deles. Quase tinha um desarranjo intestinal...
- Sr. António, eu sou sócio do fêcêpê desde os meus seis meses de vida, já tenho lugar no novo estádio, os meus amigos e familiares chamam-me de doente da pinha e se o senhor não quiser ver o jogo do meu clube, não há problema nenhum... vamos comer a outro lado. - o homem ficou verde, depois roxo e regressou à cor habitual... vermelho.
- Oh Teixeira... Será que não te importavas de vermos o Porto? - Ah... afinal ainda havia o Teixeira. O entroncado homem encolheu os ombros, olhou para nós com desprezo e disse:
- Já estou por tudo... - frase esclarecedora da dor que lhes ia no íntimo.
Com o ecrã no Velodrome, pudemos testar a acústica do local com o Golo do Dimitri, enquanto o tardio tento do Marselha serviu para enxergarmos o brilho de esperança nos olhos de todos os "portugueses". Ganhámos... foi a minha primeira vitória em Lisboa, o enguiço foi quebrado... venham de lá mais jogos, aliás vitórias.



A Marselhesa 


 AJOELHEM-SE GAULESES...

Allons enfants de la Patrie,
Le jour de gloire est arrivé !
Contre nous de la tyrannie,
L'étendard sanglant est levé, (bis)
Entendez-vous dans les campagnes
Mugir ces féroces soldats ?
Ils viennent jusque dans vos bras
Egorger vos fils et vos compagnes !

Aux armes, citoyens,
Formez vos bataillons,
Marchons, marchons !
Qu'un sang impur
Abreuve nos sillons ! (...)



quarta-feira, outubro 22, 2003

Silêncio... Isso existe? 

Já alguém escutou o silêncio?
Quando o tentamos ouvir, outros sons até então inaudíveis parecem aumentar de volume e quando nos apercebemos estamos a ouvir: a água a correr nos canos, o vento a encostar-se às portadas e até conseguimos distinguir a electricidade a chiar.
Já alguém conseguiu... não ouvir absolutamente nada? Silêncio perfeito? Vazio... oco... vácuo autêntico?
Tentei isso em diferentes sítios e cheguei sempre à mesma conclusão:
- Com esta barulheira... não vou conseguir adormecer!


Uma aventura no El Corte Inglês 

O pessoal ontem decidiu ir ao El Corte Inglês. Fomos todos: eu, UP, UA e UR.
Como o dinheiro não chega para mais, tratamos de comer uma sopita. Enquanto deglutíamos o alimento, alguém disse com saudade na voz, ao vislumbrar uma daquelas máquinas de chupar dinheiro aos pais:
- Olha... se o meu filho estivesse aqui... já estava em cima daquele burrito! - imaginando o filho em cima do animal a gritar para a multidão:
- Pai, eu já disse que quero andar! - Ouve-se então uma voz embargada pela sopa de legumes:
- Pois, se eu pudesse também já estava em cima de algumas burras. - Juro-vos que não sei quem foi...
Depois, percorrermos todos pisos, com especial destaque:
- o de roupa interior de senhora, onde tivemos que arrastar UA e UR que cismaram em experimentar umas cuequinhas fio dental, perante o olhar curioso das simpáticas empregadas.
- o de desporto, onde testamos todas as bolas de futebol... eu e UA ganhámos 7-6 ao UP e UR, numa disputada partida de "fute-corredor"... Também nos iniciamos no Golf com duas montras partidas e três tacos tortos.
- no de tecnologia, compramos uma máquina de calcular para tentarmos converter os muitos zeros das fantásticas televisões de plasma.
- no de brinquedos, jogamos matrecos, fizemos corridas de carros telecomandados e para encerrar em beleza efectuamos uma gincana com as trotinetes, que o UP ganhou de caras... O ponto negro da corrida foi o facto de UA ao desfazer uma curva, ter ido embater com bastante violência no expositor dos artigos do Action Man.
Depois de sermos expulsos, por UR ter tirado com violência, o comando a uma criança de 5 anos que nunca mais o deixava jogar na Playstation, UA intimou-nos a passar pela Nova Luz. Não vou dizer que a coisa não é imponente, não consigo mentir ao dizer que a coisa não é bonita, mas desculpem-me... não consigo gostar. UA delirou... saltou dentro do carro, disse palavrões que só ele entendeu, praguejou e fez profecias maravilhosas. Eu, já um pouco farto daquela coisa, disse:
- O Estádio só vai ser estreado, quando o Mourinho vier aí ganhar. - Ao que UA respondeu com as suas já famosas pérolas:
- Ele vai estreá-lo é à canzana, no meio do relvado a levar no pacote.
Eu não me atrevi a dizer mais nada.


terça-feira, outubro 21, 2003

Ferro ao Poder 

Depois dos últimos mimos que dispensou aos magistrados, eu levanto-me e aplaudo de pé...
Chega de candura, complicação, hipocrisia e paneleirismo na política.
- "São uns merdas!" - Gosto... sem rodeios, curto e explícito.
Já estou a ver Ferro como primeiro ministro... a dispensar os serviços de um ministro que move influências:
- Põe-te no car$#&# com as tuas cunhas!
a discutir os salários com os sindicatos da função pública:
- Quero que se f$%a! Metei a inflação pelo c# acima!
a discursar na Reunião de Conselho de Ministros da UE:
- Querem vir pescar para as nossas águas? Ide pescar pró car#&%$.
Numa palestra sobre a invasão económica espanhola:
- P#t$ que os pariu, já fod%#os os Espanhóis várias vezes, vamos fazê-lo outra vez!
Falando pessoalmente com George Bush sobre as Lages:
- Quero que tu te fo$#s! Nunca ninguém te disse que és um azeiteiro de primeira? Razão tinha o Saddam em querer-te enfiar dois balázios pelo c# acima!

Que grande homem de estado... e ainda levamos com o bónus, de ver o Fernando Rocha como Ministro da Presidência.


segunda-feira, outubro 20, 2003

País de Cagões 

Esta semana foi tornado público que Ferro Rodrigues está-se "cagando para o segredo de justiça!".
Sabia que os jornalistas, os advogados e o ministério público já o faziam há algum tempo, mas esta confissão do líder da oposição deixou-me preocupado. Senão vejam:
É que o Presidente da República caga no Governo, este caga no País, os políticos estão-se a cagar para os portugueses, os estudantes cagam de alto para as propinas, os professores cagam para a matéria, os alunos cagam nas aulas, os doentes cagam-se por uma consulta, os médicos cagam para as listas de espera, os patrões cagam forte e feio nos trabalhadores, os ricos cagam nos pobres, os pobres estão-se a cagar para os ricos, os velhinhos cagam-se todos, os empregados estão-se a cagar para o trabalho...
Porra, eu ainda tenho duas retretes lá em casa e não sei o que lhes faça.


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