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sexta-feira, novembro 07, 2003

Pink Castle... 

O "não me toques" do José Castelo Branco está nos calabouços da PJ...
Se querem que vos diga, eu acho mal... o rapaz pode, muito bem, ter-se esquecido de declarar os dois milhões de Euros em joias.
Moimeme, quando cheguei de Tenerife, varreu-se-me da carola que tinha adquirido uma magnífica máquina digital a um preço absurdo.
Pela forma como o tipo reagiu ao "mal educado" do Nandinho Rocha no Herman, não se esperam dias muito famosos para o seu Pink Castle na pildra...

Redenção... 

Há uma coisa de que ninguém consegue fugir... da própria consciência.
As minhas palavras críticas e sarcásticas à Nova Luz, esbateram aquilo que eu realmente penso do estádio:
Parabéns aos Benfiquistas, têm um estádio belíssimo, fantástico... ao nível ou melhor do que se faz por esse mundo fora.
Não teço mais considerações, senão vou estragar este belo quadro que ainda não acredito que escrevi.

Nota Mental: Interiorizar Carpe Diem! 

Hoje é sexta...
Noutras semanas estaria alegre e ansioso... mas não estou.
Já me devia imaginar com os meus anjos pendurados ao pescoço... mas não consigo.
Era provável que sentisse as carícias da minha mulher, lá longe... mas não me deixam.
Deveria embrenhar-me em planos que os compensasse da minha ausência... mas não posso.
Segunda-feira parece-me tão perto...

Catedral de Plástico 

Quando subi as escadarias e entrei nas bancadas do novo estádio do Benfica, fiquei estúpido:
- Que fdp de estádio!
Não consigo mentir... o recinto é de grande imponência e ... STOP
Tivemos que andar quase 2 Km a pé em direcção ao Alto dos Moínhos para comprarmos bilhetes no meio da lama... a fila até não era grande, mas estivemos lá quase uma hora. As bilheteiras são contentores pré-fabricados e dos 3 pontos de venda de ingressos... dois não tinham luz. O novo estádio da Luz é uma ilha... à sua volta só se encontram buracos profundos, lagos misteriodos e lodo... muito lodo. É verdade... o Benfica tem um novo sistema de entradas: o bilhete dispõe de um ultra moderno ??código de barras??... que ao chegar aos milhares de torniquetes... não funciona. Precisei de suportar outra fila de mouros para entrar no único torniquete que trabalhava... manualmente.
Depois de me sentar, tive um problema que por pouco não me obrigou a desistir do suplício... ao ver-me no meio de tanto vermelho, comecei a coçar-me... nunca tive uma alergia assim! Pensei no Estádio do Dragão... no Deco... em camisolas azuis e brancas e o prurido abrandou.
Quanto ao jogo, não torci pelos Noruegueses... nem pelo Benfica... o que mais me custava, era quando a lampionada começava a gritar: Slbê... slbê... slbê, slbê, slbê.... eu não poder clamar o que se grita nas maravilhosas bancadas das Antas. Limitava-me a olhar para o UR, ilustre portista, sorria e em pensamento cantava... cantava...
Não queria que o Benfica perdesse, mas ganhar 3-0 estava-me a parecer um pouco demais... depois de um canto, um louro qualquer saltou acima do Helder, não precisou tirar os pés do chão, cabeceou e pimbas... o estádio emudeceu... menos eu...
- GOLO! - gritei enquanto saltava. São daquelas situações em que o coração se sobrepõe à razão. Quando o meu cérebro voltou a funcionar, olhei para o lado... para trás... para a frente... tinha conseguido a atenção do pessoal.
- Golo? Eu não acredito nesta merda! - disse... esforçado e hipócrita. O people não me parecia muito convencido...
- Quando isto acabar, ide ter comigo à esquadra mais próxima... - sussurrei a UR, que não percebeu o porquê...
- Quê? - gritou-me. Não lhe respondi... fui em direcção à saída, olhei para trás, levantei bem alto o cartão de sócio do fêcêpê e bradei para quem me quis ouvir:
- Vocês têm um motivo para se orgulharem... neste estádio já esteve sentado um campeão...
Corri, corri e corri... desesperado à procura de um corpo de intervenção. Claro, um só moina não detinha a multidão que me perseguia...
P.S. Eu não tive problemas porque saí escoltado pela polícia, mas os meus amigos UR e UA demoraram 1 hora... 60 minutos... 3600 segundos a saírem do estádio pois toda a gente escoa pelo mesmo lado... Colombo, provocando uma aglomeração terrível... se não tenho saído à Francesa... ai a minha alergia!

quinta-feira, novembro 06, 2003

Wish me luck... 

O cachecol do fêcêpê já está ao pescoço... o lençol está dobrado debaixo do braço, as pernas estão prontas para a corridinha...
Espero com sinceridade que o Benfica ganhe...
Mas se não ganhar... espero não me rir muito alto.

Futebol na SIC 

Ouvi dizer que o Benfica dava na SIC... fui confirmar!
www.sic.pt... Programação... 06 de Novembro de 2003...
É mesmo verdade, dá sim senhor: 21:30 - Malucos do Riso.

No Ninho das Vespas 

Pois é... estou um pouco encabulado... como é que vos vou comunicar isto... bem, hoje vou agir contra uma das minhas premissas mais antigas: O UA convenceu-me... eu vou à Nova Luz ver o Benfica vs Molde.
Que raio... eu digo-me imparcial e não tenho coragem para entrar naquele estádio? Não é bom futebol que eu procuro porque para isso deslocava-me à Tapadinha e assistia ao grande Atlético vs Casa Pia... quero contemplar o novo estádio. Espero que me compreendam mas tenho que passar por cima de um princípio para não quebrar outro: Para falar mal de algo tenho que ter conhecimento de causa. Lembro-me que aqui há uns anos fui experimentar uma palestra do Paulo Portas só para poder cortar na casaca do homem...
Ontem fiz corrida, estimulei a minha velocidade de ponta, fui comprar tintas e uma tesoura, pedi emprestado um lençol ao hotel... logo à noite quando virem escrito num grande pano: "Isto é que é gostar de merda... Construir uma catedral para as moscas. Ass. Aníbal", eu sou aquele que vai a correr à frente da legião de sarracenos em fúria.
Se lhes conseguir escapar, amanhã conto-vos tudo...
P.S. Espero que não soltem outra vez a águia, senão acontece uma desgraça ao bicho... detesto pássaros (não apenas águias ou milhafres).

quarta-feira, novembro 05, 2003

Carta Aberta ao Dr. Rui Rio e ao Dr. Bagão Félix 

Numa altura em que o egoísmo é inimigo da solidariedade, em que preferimos construir dez estádios de futebol ao invés de erguermos hospitais ou alimentar quem tem fome... vemos uma instituição como o Coração da Cidade, que luta pela melhoria das condições de vida dos Sem Abrigo, com a sua brava tarefa prejudicada.
Como é que na sociedade actual podemos ter a luxuria de desprezar quem tem muito para oferecer? Quantas pessoas na cidade do Porto ou no País, estão dispostas a tirar o traseiro do sofá, a sair das suas casas com aquecimento central e deixar de ver o futebol na televisão, para ir alimentar os mendigos e pobres desta cidade? Quantos? Eu até gosto de ajudar, sou solidário, mas ainda não estou disposto a isso... O comodismo é lixado!
Como podemos prejudicar quem abdica do EU para se dedicar ao ELES, àqueles que estão à margem da cidade e que tentamos esquecer que existem. Haja solidariedade, senão activa pelo menos moral e intelectual. Não pertenço, nem estou ligado ao Coração da Cidade senão por laços de reconhecimento, admiração e respeito pelo trabalho efectuado e falei com a Dona La Salete, a responsável, uma vez... como é possível passar pela mente de alguém que possam usufruir do que oferecem? O Coração da Cidade está sem apoios oficiais de qualquer tipo... a Segurança Social retirou-lhe o subsídio que lhe prestava, a cidade está hesitante em aprovar as novas instalações, criadas para prestar um serviço mais digno... restam os donativos de particulares e as ajudas financeiras dos voluntários.
Eu penso os políticos, como gente que não olha a raça, cor ou credo, não deixam de proteger os mais fracos, não baixam as pálpebras a quem não lhes dá votos, que pensam o todo social como imensurável, mas que dão uma atenção especial a todas as partes! Ajudem a ajudar quem nada tem...

Israel vs Palestina 

Concordo com quase tudo o que a Ana, das Crónicas Matinais, disse sobre Israel... Acho que ela só se esqueceu de dizer que os Palestinianos deveriam usufruir do direito de terem um país na verdadeira acepção do termo e só Israel e os seus dirigentes políticos lhes podem conceder essa graça.
Este conflito é tão complexo que vivo em constante peleja entre o meu sentimento de fraternidade e a minha apologia de sociedade moderna... do deixa andar, do não é nada comigo, do eles que se entendam.
Costumo imaginar-me a nascer numa família Palestiniana: cama suja, prole numerosa, habitação desprovida das condições que agora disponho, educação limitada e obsidiada, apologia do ódio e do radicalismo, convivência diária com armas de fogo... as minhas perguntas são sempre as mesmas: Em que ser humano eu me tornaria? Teria coragem para ser um homem-bomba, servindo Alá e o Islão? Teria ódio de morte a quem não me deixasse ser livre? Será que o meu íntimo solidário e de defesa do bem só nasceu em mim por ter sido educado da forma que o fui e nas condições óptimas em que vivi?
Depois fantasio-me a crescer Israelita... penso que tenho tudo o que possuo na realidade: mulher, dois filhos que adoro, pais extremosos que me proporcionam uma boa educação, emprego digno, casa acolhedora... mas acrescentando o medo, o pânico. Como será viver, trabalhar, passear e brincar tendo sempre presente que a qualquer momento um doido pode acabar com a felicidade de uma vida? Pode levar os meus filhos, a minha razão de viver? Que sentimento posso ter por quem assassina o meu vizinho, que vinha ver o futebol cá a casa, quando esperava com paciência o autocarro que o traria de regresso para junto de quem ama? Qual seria a minha posição perante esse bando de loucos que não se importam de morrer, para provocar sofrimento aos que odeiam?
De que lado estou? Não consigo chegar a nenhuma conclusão. Eu não estive lá como a Ana... só acompanho por satélite, já que pensar nisto é muito complicado.

terça-feira, novembro 04, 2003

Rumsfeld said... 

Algumas citações do Donald que merecem uma leitura cuidada:
- "Ide com todas as vossas forças. Limpem tudo... o que estiver relacionado e o que não estiver também". - Quanto é que levam à hora? Têm as terças de manhã livres?
- "Eu não diria que o futuro é necessariamente menos previsível que o passado... Eu penso que o passado não foi previsto quando começou!" - Nunca ninguém previu que chegasses tão longe...
- "Nós sabemos, com certo grau de certeza, que o Osama Bin Laden está no Afeganistão ou nalgum outro país... ou ainda morto." - Muito bem... sabemos que não está em águas internacionais nem a viajar pelo espaço sideral.
- "Eu acredito no que disse ontem... eu já não me lembro o que disse, mas o que eu penso e ... bem, eu assumo o que disse ontem." - Isso é que é confiança.

Donald Rumsfeld 

Pode ser só impressão, mas o homem não me inspira qualquer confiança. Consegue fazer do presidente dos states uma marioneta e acho-o de um radicalismo injustificado para um secretário de defesa dos EUA.
Encontrei esta fotografia, tirada em 1983, durante a administração Reagan... o nosso Donald era emissário especial para o Médio Oriente. Foi a Baghdad discutir a instalação de um oleoduto entre o Iraque e a Jordânia, numa altura em que Estados Unidos apoiavam o já opressivo regime, na guerra contra o Irão... Rumsfeld tinha papel de destaque como condutor de toda a operação militar e estratégica Americana de informação a Saddam no conflito. Nesse tempo, ???como agora???, o Iraque dispunha de armas químicas e não poucas vezes, delas fez uso contra a população Iraniana, acto ignorado pela administração Reagan em geral e pelo Donald em particular que cumprimentou com júbilo o presidente Iraquiano.
Que lata...

Desilusão 

Estou muito desiludido com a tarefa que estou a tentar fazer, já lá vão semanas... Não há maneira de conseguir pôr esta porra a funcionar... vou seguir o conselho de um grande guru da ciência moderna, que dedicou a sua vida a uma Central Nuclear:
- Se deste o teu melhor e falhaste miseravelmente... A lição a tirar é: Nunca tentar! - Homer Simpson.

segunda-feira, novembro 03, 2003

Sinais de fumo... 

Na décima quinta viagem através da Via dos Desterrados... o primeiro percalço.
Fizemos o doloroso destino em dois carros: Eu, UP e UR em perseguição, entre o sono profundo e o vigilante... UA a cerca de quinhentos metros, qual batedor, sempre a abrir com o seu Clio oxidado. Ao desfazermos uma ampla curva, UP, mais desperto, grita:
- Vai ali um carro a arder! - Só duas coisas me acordavam naquele momento... um carro a arder ou um acidente aparatoso. Abri o olho que estava mais à mão e respondi desiludindo o pessoal:
- Nã! É só o UA a fazer uma patuscada! - O homem tinha-se esquecido de ligar o exaustor e o fumo era tanto que vi alguns automóveis a acender as luzes de nevoeiro.
- É melhor pararmos para o "ajudar"! - alguém aconselhou... o capô, para além de expelir, sem educação, uma fragrância repugnante, vertia um líquido acastanhado, viscoso e nojento que permitiu a UR brilhar, impondo todo o seu sotaque:
- Prontus... cagou-se todo. - Eu confesso que na pele de UA, tinha ido às trombas a um de nós... as piadas não paravam:
"Ó homem, isto lá são horas de alguém fazer uma sardinhada?", "Tens duas opções: Telefonas ao reboque... ou deixas aí o carro para quem quiser ficar com isso!". Enfim, graçolas de um gosto muito discutível numa hora de aflição.
Chamado o reboque, a opção mais cara, apareceu-nos o Zé Pratas... ainda dizem que ser árbitro dá dinheiro! Depois do agora, obstipado veículo, estar em cima da caminheta, era tempo do ex-juiz exercitar a burocracia... duas folhas não chegaram para apontar os riscos, amassos e peças em falta mas a galhofa foi despoletada pela primeira palavra que homem escreveu no papel:
Marca do Veículo: Renou Clio!

O dia mais temido... 

O meu filho de três anos, já me tinha encostado à parede com três das quatro perguntas que eu mais temia:
Depois de : "Donde vêm os bebés?", "Quem é Deus?", "O que é morrer?", às quais, modéstia à parte, me saí com distinção, ontem finalmente teve a coragem de fazer a quarta e última, cuja resposta preparava com cuidado...
Ainda estava com um sorriso estúpido a apreciar os jogadores do Benfica a saírem tristonhos do novo relvado quando olhei para ele... encontrei-o atónito e com os olhos vidrados na televisão:
- O que foi filho? - perguntei com ingenuidade.
- Ó pai... - parecia que a questão só saíria a ferros.
- Diz, meu filho! - Começou-me a preocupar aquela súbita pacatez. Ele fixou-me o expressivo e tímido olhar e atirou:
- Porque é que há meninos que são do Benfica?
Eu juro que me esforcei... mas a quente não me consegui lembrar de nada que não chocasse o miúdo.

Respeito... 

Este blog dedica um minuto de silêncio ao Novo Estádio da Luz!

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